“Filha da Tempestade” de Richelle Mead – Resenha Dark Swan #1

2 ago

 

Eugenie Markham foi contratada para resolver um novo caso: o rapto de uma adolescente. O problema é que a menina não está presa no mundo dos humanos: ela foi levada para o Outro Mundo, habitado por nobres, criaturas mitológicas e almas perdidas, um lugar desconhecido e traiçoeiro. Mas Eugenie é uma poderosa xamã e já está mais do que acostumada a combater espíritos.

Antes de fazer essa perigosa transição, ela acaba conhecendo Kiyo, por quem fica atraída de forma incomum. Após uma noite tumultuada e excitante, seus sentimentos estão confusos. Sem conseguir tirá-lo da cabeça, mesmo depois de dias, Eugenie parte para o Outro Mundo.

O que era para ser uma missão breve e tranquila se torna uma grande reviravolta em sua vida. Contra a vontade, ela percebe que está cada vez mais conectada ao mundo que sempre odiou e também aos nobres — em especial a Dorian, um rei sedutor e ambicioso. Mas seu corpo ainda deseja Kiyo, e ela se vê mergulhada num ardente triângulo amoroso.

O primeiro aspecto que me prendeu na série “Dark Swan” de Richelle Mead foi a semelhança de seus personagens com a série “Anita Blake” de Laurell K Hamilton.

A primeira que peguei, está nas primeiras paginas: A descrição das armas – que a Anita gosta de fazer  no começo do livro.É muito parecido!

Só deixando claro que as similaridades são suaves, e não desmerece os personagens de Mead. Mas para quem é fã de ambas as séries é impossível ignorar.

O personagem Dorian é quase uma versão suave de Jean-Claude misturado com o Adrian de “Academia de Vampiros”.

Kiyo lembra assustadoramente o Richard – não tão chato quando ele, porque nenhum personagem consegue ser tão chato quanto o Richard.

Eugenie e Anita, bem, não posso listar todas as similaridades das duas, porque séria muitos spoilers, mais aí vai as principais: Anita é uma ressuscitadora  – ela levanta os mortos – e é também uma Executora de  Vampiros – não qualquer vampiro , apenas aqueles que cometem crimes e precisam ser caçados e executados – Ela também executa e é especialista em quase todas as criaturas sobrenaturais do universo de sua série.

Eugenie é uma xamã – humanos que evitam que os Gentry/Nobres criem confusão em nosso mundo – e faz praticamente a mesma coisa que Anita; qualquer Gentry/ Nobre* (*No livro nacional eles traduziram o termo) que saia de linha ela o exila para o Outro Mundo* (*Mundo paralelo onde vive os Gentry/Nobres) E não é apenas os Nobres que ela chuta o traseiro mais também fantasmas, espíritos, demônios, elementais e vários outras criaturas do mundo da série.

Ambas são como o bicho papão para seres sobrenaturais. E ambas são consideradas assassinas por isso.

Anita Blake no começo do livro é referida como “A Executora” (Tá, na versão nacional ficou “Algoz” mais eu me recuso a admitir isso!).

Eugenie Markham é a “Odile a Dark Swan”.

O humor das personagens é idêntico, além de inúmeras outras características na personalidade de ambas.

São diversas semelhanças que ficaria chato listar uma por uma, porque de novo, a obra de Richelle tem o seu mérito próprio e apenas uma pessoa chata e implicante como eu (sério, eu sou assim) ia ficar prestando atenção nessas coisas.

O mundo Fae que Richelle criou é um pouco diferente de outros que li. Começando pela falta das duas cortes: Seelie e Unseelie (Luminosa e Escura ou Verão e Inverno). Em Dark Swan existem vários reis e rainhas e vários reinos  – além de muitas criaturas mitológicas que podem ser consideradas de outros universos e não do mundo Fae. Eu gostei da maneira interessante e original que os reinos se deslocam e que cada território tem o clima que seu governante quer.

Mas há um único aspecto comum entre o mundo Fae de Richelle e o de muitos outros livros, é esse aspecto é quase uma regra: Os Gentry/Nobres (Fadas, Fae, Sidhe,) gostam de humanos – mulheres humanas.

E  é aí que a historia do livro realmente começa, porque tudo desaba! Eugenie vai para o Outro Mundo recuperar uma adolescente de 14 anos que foi sequestrada pelos Gentry/Nobre, e sabendo o que acontece com mulheres que são levadas para o Outro Mundo ela não pode deixar Jasmine lá – sem ao menos tentar ajudá-la – mesmo com os perigos que uma viagem ao Outro Mundo pode significar, ainda mais depois de descobrir que alguns seres de lá sabem o seu nome real – algo que é muito estranho.

Ir para o Outro Mundo vai trazer segredos do passado que talvez Eugenie não queira lidar, mas que serão fundamentais para sua sobrevivência depois de descobrir que o seu legado – através de um futuro filho – pode ser mortal. Agora Eugenie é o alvo de tentativas de estupro de cada Nobre ambicioso, e os que não querem engravida-la  querem matá-la.

E esse é o inicio de uma aventura com todos os aspectos que fazem Mead ser uma excelente escritora.

Agora vem a parte chata do livro: O triangulo amoroso.

Sentindo-se sozinha com seus quebra-cabeças e armas Eugenie vai a um bar e acaba conhecendo Kiyo. Atração instantânea! E cenas Hot!

Poderia ter ficado por aí, Kiyo tem crenças e problemas suficientes para manter a historia interessante e alcançar o objetivo para o qual o relacionamento dos dois parece ter sido feito. Mais com a Richelle vocês sabem, tem que ser um triangulo amoroso.

Então, temos Dorian Rei da Terra dos Carvalhos.

O meu personagem preferido – sei que parece contradição com o que disse acima. Mais sério, ele não poderia ser apenas um amigo intimo? Tipo, ele e a Eugenie precisavam ter um envolvimento muito sério?

Ou, ele não poderia ser o único interesse amoroso dela? Ele é  forte o bastante como personagem para ser o único par romântico da historia. Na verdade ele sempre rouba a cena perto do Kiyo!

A instabilidade emocional da Eugenie foi a parte que mais me incomodou, yeah, é bom ter uma protagonista sem muitas frescuras, mais toda vez que ela briga com um, ela tem que pula na cama com o outro? É como se ela precisasse de uma justificativa para dar rédea solta a atração que sente por eles ou apenas uma justificativa para não parecer “vagaba” demais (não que eu pense isso, mas essa é a impressão que fica).

No inicio do livro o preconceito e algumas atitudes dela me irritaram muito, mas fora isso me deliciei com “Filha da Tempestade”!

Com humor, magia, ação, poder e segredos do passado o livro traz reviravoltas, emoção e a prova de que talvez, apenas talvez, Mead percebeu que seus fãs cresceram e seus livros estão acompanhando!

Nota: 4 fitas coloridas (Quem acertar a referência vai ganhar um brigadeiro imaginario!)

Próxima resenha, volume 2 da série: “Thorn Queen”

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6 Respostas to ““Filha da Tempestade” de Richelle Mead – Resenha Dark Swan #1”

  1. Yasmin Dorneles agosto 2, 2012 às 1:35 pm #

    Day! eu não li essa série de preguiça ainda… pq tenho tanta coisa aqui que fui deixando de lado… mas fiquei curiosa… quem sabe eu passo ela na frente de outros! rs… mas sério… os triângulos da Mead me dão muuuita preguiça! que coisa que ela tem com trios! Gzuis! rs… bjs…

  2. Juliane agosto 4, 2012 às 7:07 pm #

    Fitinhas coloridas, Dorian uma cama e uma cena HOT?? *Suspiros*
    Quero meu brigadeiro =D

    • Dayana Lopes agosto 5, 2012 às 12:25 am #

      Juliane,

      kkkkkk, estou imaginando e enviando o brigadeiro para você!

      O Dorian e muito hot. Ver fitas coloridas nunca mais foi a mesma coisa para mim.

      Pena que quando se trata dele a Eugenie é cheia de frescuras… Se fosse eu atacava sem dó nem piedade,rsrsr deve ser por isso que nunca vou ser a mocinha de um livro.

  3. Patricia novembro 19, 2012 às 10:19 am #

    Li Filha da Tempestade, e gostei queria muito ler a contiuação mas ainda não encontrei.

    • Dayana Lopes novembro 19, 2012 às 11:37 am #

      Patricia,
      Você vai encontrar o e-book da série até o livro 3.
      Thorn Queen#2
      Iron Crowned#3

  4. Guida março 19, 2013 às 3:56 pm #

    Ainda aguardando o livro 4(ebook-traduzido)Gosto e muito dos livros da Richelle Mead.Adoro o Dorian.!!!

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