“Perdida” de Carina Rissi – Resenha

8 ago

 

Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo 

Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Depois de muito tempo presa na série Anita Blake resolvi ler algo para me curar da ressaca literária que ela me causou. Não queria abandonar a série de maneira nenhuma e ainda estou sofrendo só pelo pensamento de que vou ler o próximo livro apenas no próximo ano.

Resolvi então ler algo mais leve e acabei encontrando o livro “Perdida” de Carina Rissi.

Quando “Perdida” foi lançado, só dava resenha dele em inúmeros blogs falando bem e o quanto ele era incrível blá, blá, blá, eu me interessei bastante, mas resolvi esperar um pouco até uma promoção ou o e-book para download – o que viesse primeiro – porque  raramente compro livros que não li o e-book antes e não estava disposta a arriscar por um livro nacional – pode chamar de preconceito, mas a literatura nacional às vezes decepciona, e muito.

Com um começo meio chato  “Perdida” mostra Sofia, uma mulher cética e moderna que não vive sem tecnologia em um exagero de falta de conhecimento que não era necessário. Se foi uma forma de defender o choque cultural para quando ela vai para 1830, repito, não era necessário. Eu nunca vi uma maquina de escrever antiga mais sei que lá não tem Delete e não precisa do botão Ligar para funcionar!

Com um chefe chato para caramba e uma melhor amiga apaixonada – que ela não conseguia entender como é possível, já que Nina e Rafa só sabiam brigar – Sofia tinha em seus livros uma forma de escape.

Gostei da maneira que Sofia descreve seu amor pelos livros e me identifiquei bastante com esse amor.

Bem, temos uma pequena noção do quanto a vida dela estava completamente parada e acomodada até o dia em que ela “toma todas” e deixa seu celular cair na privada – adorei a descrição exata da situação precária que nós mulheres sempre temos que enfrentar quando vamos ao banheiro publico!

Quando Sofia vai comprar um novo celular ela conhece uma vendedora estranha que promete um aparelho que tem “exatamente o que ela precisava”.

E depois disso sua vida vira de pernas para o ar.

Ela é levada para o século dezenove e enquanto acreditava que estava louca – ou que tinha bebido muito mais do que imaginava – Sofia é encontrada e ajudada por Ian ou melhor Senhor Clarke.

No começo da interação de Sofia e Ian, o uso excessivo de gírias deixou a escrita estranha – e por eu estar acostumada com a literatura estrangeira ficou mais estranha ainda – nada que atrapalhe a leitura, é claro, mas sempre ficava imaginando: “aquela frase ficaria melhor de outro jeito”.

Algumas frases do livro me irritaram profundamente,e também a mania da autora tentar imitar as escritoras estrangeiras. Assim que Sofia conheceu Ian sempre que ele a tocava começava com um tal de “seus brilhantes olhos negros que me puxavam com a força de um buraco negro”. Sério, quem é que pensa isso quando está olhando para um cara lindo? Por amor a merda!

E não para por aí:

“Seus olhos arrastavam os meus para sua órbita inescapável.”

Mais hein? Órbita inescapável? Sério?

Eu sei que até agora só reclamei, mas eu realmente gostei de “Perdida”, não dá para negar que o “romance baunilha” extremamente doce e agradável do livro me conquistou:

“Ian me encarava também, e só depois de alguns segundos percebi que ainda segurava sua mão. Tentei puxar minha mão, mas ele a prendeu um pouco mais forte, não permitindo que eu o soltasse, então se inclinou — ainda me encarando e, muito delicadamente beijou as costas de minha mão.”

Ian é um personagem romântico e com inúmeros sorrisos maliciosos (não aguentava mais lê isso todas as vezes que ele sorria) e assim como o Sr. Darcy infelizmente não conquistou meu coração( não sou fã de mocinhos bonzinho demais,prefiro os badboys). Acho que é porque não assistir ao filme, só li o livro, e minha imaginação não foi generosa com o personagem. Vou alugar “Orgulho e Preconceito” essa semana e vê se minha opinião vai mudar.

Devem estar se perguntando onde é que o Sr. Darcy entrou nessa historia, não é mesmo?

Esse é o livro preferido de Sofia. E não, Ian e ele não se parecem.

Enfim, a parte do livro que me prendeu foi o humor leve e as situações absurdas que me fariam correr para as colinas só de pensar em passar por elas:

“Observei a casinha por um longo tempo. Era surreal demais!

A casinha era exatamente isso, uma casinha de madeira, há quase um quilômetro da casa imensa. Era tão baixa que alguém precisaria se abaixar para entrar nela, até tinha uma pequena janela. Dentro, havia algo parecido com um caixote de madeira com tampa e dois buracos lado a lado na tampa.

Pensei um pouco sobre os buracos. Pra que dois? Seria buraco para líquidos e buraco para sólidos? Ou seria para interação social. Você convida alguém para ir até a casinha e bate um papinho enquanto faz… a oferenda?”

“Olhei para lan como uma idiota, tentando entender o pé de alface e sua conotação. Então, uma gargalhada histérica explodiu de minha boca, não pude evitar.

Pé de alface como papel higiênico! Sem agrotóxicos ainda por cima! Ao menos eram lavadas primeiro?

Os ecologistas iriam adorar essa ideia. Totalmente biodegradável!”

Agora, eu realmente nunca parei para pensar como o nosso linguajar é estranho, quer dizer, se for levar o “Valeu” e o “E aí” literalmente é muito estranho para encaixar no contexto kkkkk

“Perdida” me conquistou e está na minha lista de compras futuras, adorei a capa e quero ele na minha estante!

Recomendo “Perdida” se você está afim de uma leitura leve, romance suave e sem maiores problemas e algumas gargalhadas.

Nota – Eu daria 2 allstar vermelhos – mas vou confessar para vocês Compulsivas, nas ultimas paginas, quando Sofia descobre o que aconteceu com Ian depois que ela voltou ao presente… foi uma cena emocionante, só por ela vou aumentar a nota para 2 allstar e um vestido de baile!

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9 Respostas to ““Perdida” de Carina Rissi – Resenha”

  1. Suellen Pimentel (@suh_pimentel) agosto 8, 2012 às 1:52 pm #

    kkkkkkkkkkkkkkkk’
    Adorei sua opinião sobre o livro Yasmin ….
    Entrará na minha lista de futuras leituras !

    • Dayana Lopes agosto 8, 2012 às 2:12 pm #

      Suellen,
      Fico feliz que gostou da minha resenha. O livro é bem legal mesmo.

      Você confundiu querida, essa resenha é minha,rsrsrsr, a maioria é da Yasmin normal se confundir.rsrsrsrs

  2. Yasmin Dorneles agosto 8, 2012 às 9:52 pm #

    kkkkkkkkkkkkkkkkk… nem sempre sou eu que posto aqui meninas! rs… Day adorei a resenha! eu quero saber que final é esse!!!!

  3. Juliana agosto 8, 2012 às 9:53 pm #

    Só uma pergunta: é so hot?

    • Dayana Lopes agosto 9, 2012 às 2:37 am #

      Juliana,

      Não é hot. É romance baunilha e o sexo acompanha.

      Só posso dizer que o Ian tem desempenho,rsrsr, ainda mais considerando a situação…

  4. Angelita agosto 12, 2012 às 4:31 pm #

    Estava eu louca para escrever um scrap pra ti Day, queria saber se valeu ou nao a pena ler essa literatura brasileira.. como vc mesma expos, eu tambem nao sou fã de livros com autores brasileiros, mas quando comecei a ler, percebi pela forma de escrever que a resenha era sua kkkkkkkkkkkkkk vc e a Yasmin tem formas diferentes de se colocar na escrita… adorei algumas frases tais como: Por amor a merda! situações absurdas que me fariam correr para as colinas só de pensar em passar por elas, entre outras…

    Mas adorei, após as criticas vc ainda colocar que o livro será aderido a sua estante, que bom, mesmo após ser livro, verificar que sempre pode haver melhoras, o conteudo valeu a pena… vou ler esse, já que eu sou fã do Mr Darcy de repente a experiencia em ler pra mim, seja mais positiva kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Meninas, obrigada pelas resenhas… é muito bom ler a essencia de uma literatura e a opiniao de quem leu para nos ajudar a saber o que esperar da leitura.

    beijooo

    • Dayana Lopes agosto 13, 2012 às 10:19 am #

      Ang, adorei seu coment é tão bom quando os leitores participam!

      Como disse na resenha o livro é leve e eu denominaria todo seu conteúdo como baunilha. É interessante mas não muito, a escrita foi a parte mais estranha. Mas, mesmo assim a história é boa. Eu recomendo você ler o e-book primeiro. Às vezes um livro fraco não é agradável para muitas pessoas, para mim foi bom,porque eu precisava me desligar de outra série me obrigando a ler algo completamente diferente.

      Como prometido assistir “Orgulho e Preconceito” e estou apaixonada por um par de olhos azuis taciturnos. Realmente minha imaginação não fez justiça! Vai ser gostoso assim lá no século 19!

      E Ang, quando faço as resenhas eu estou sempre pensando se vocês vão gostar e se vão seguir a dica. Elas são uma maneira de saber a opinião e o ponto de vista de vocês também.

      Até a próxima resenha!

Trackbacks/Pingbacks

  1. Capa e sinopse do livro “Procura-se um marido” de Carina Rissi « Obsessão Compulsiva - agosto 18, 2012

    […] pode conferir minha resenha do livro “Perdida” aqui. Share this:TwitterFacebookGostar disso:GosteiSeja o primeiro a gostar […]

  2. Trecho de “Perdida” pelo ponto de vista de Ian e quote da sequencia « Obsessão Compulsiva - dezembro 31, 2012

    […] “Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo“ […]

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