“Elixir” de Hilary Duff – Resenha

2 set

Clea Raymond sentiu o brilho dos holofotes a vida inteira. Ela é filha de um renomado cirurgião e um proeminente político de Washington DC.

Cresceu e se tornou uma talentosa fotógrafa para jornais que se refugia em uma carreira que lhe permite viajar para as regiões mais exóticas do mundo.

Mas depois que o pai de Clea desaparece durante uma missão humanitária, imagens estranhas e sombrias de um homem bonito começam a aparecer em suas fotos — um homem que Clea nunca havia visto antes.

Quando o destino leva Clea e este homem, ela fica atordoada com a ligação imediata e poderosa entre ambos. Conforme mais se aproximam, mais são empurrados para dentro do mistério por trás do desaparecimento do pai de Clea, e acabam descobrindo a verdade guardada a séculos sobre a sua ligação intensa.

Envaredados em um triângulo amoroso perigoso e assombrado por um segredo poderoso que detém os seus destinos, juntos, eles correm contra o tempo para desvendar seus passados, a fim de salvar suas vidas — e seus futuros.

Antes de tudo quero esclarecer um ponto.

Não estou postando uma resenha. Abaixo você vai ler minhas anotações que foram feitas durante a leitura do livro “Elixir”. Já estou avisando, vocês não estão prestes a ler a pior resenha do mundo, e sim comentários e pensamentos, de um livro que não conseguiu me prender até o final.

Então tentem não suspirar de tedio, por favor! rsrsrsr

Eu estava com muita preguiça de ler “Elixir”, não vou negar, não levei fé que o livro de uma atriz cantora e mais outras mil coisas poderia ser bom – preconceito puro, eu sei. Então procurei pela net algumas resenhas e tive criticas muito positivas sobre o livro – depois de ler “Elixir” descobrir que todas foram escritas por fãs da cantora e atriz Hilary Duff.

Apesar disso, quando comecei a ler, foi de mente aberta. E infelizmente não adiantou muita coisa.

Não gostei do livro nas primeiras paginas. Alguma coisa na narrativa era estranha, não sei por que, me lembrou da narrativa de uma fanfic; exagerado e sem graça.

A personagem não me conquistou e nem me despertou irritação, sua melhor amiga também foi tão sem graça que quando não estava por perto me esquecia dela. Tudo me pareceu raso e superficial.

Depois de algumas linhas eu definitivamente já não tinha interesse em continuar, até as descrições se tornaram bobas, e em poucas paginas o tedio foi meu companheiro constante.

Aliás, o tedio e muitos elementos da escrita, fizeram esse livro a tortura mais cruel que enfrentei, depois do livro “Paixão” de Lauren Kate.

“Ela retribuiu meu sorriso e então voltou a se concentrar totalmente em seus beijos com Pierre, evitando com muita habilidade ser cutucada pelas pontas duras de seu queixo e de suas bochechas.”

Mas hein?

Pouco crível, ninguém é tão magro assim. Nem mesmo se esse alguém ficar parecido com o Christian Bale no filme “O Operário”.

Bem, então a historia continuou e continuou e eu já estava me obrigando a ler cada paragrafo até que chegou nessa parte e eu parei para tomar um refri, comer um biscoito… ficar olhando para a parede ou qualquer coisa mais interessante.

Seja bem-vinda de volta!

Queria poder estar aí. Te amo muito.

Nos vemos na semana que vem, quando eu voltar de Israel.

Beijos, mamãe.

“Então era isso: apesar das flores escolhidas, ela não disse nada sobre meu pai.

Vinha sendo assim desde que ele foi enterrado: em um caixão vazio, sob uma lápide que nunca indicaria sua derradeira morada. Ela já tinha me confessado abertamente que não conseguia falar sobre ele, então nós simplesmente não tocávamos no assunto.”

Porque alguém iria falar sobre o marido morto em um cartão de boas vindas? Se a mãe dela não conseguia falar sobre isso, não iria ser através de um cartão que ela iria aliviar seu coração. Mesmo que as flores tivessem um simbolismo por serem as preferidas do pai dela, não fez sentido algum. Pareceu apenas uma forma mal feita de dar informações ao leitor – como aconteceu em inúmeras partes do livro. Ás vezes, eu ficava esperando a mulher ver uma cadeira e usar isso como desculpa para divagar sobre algum complexo ou problema psicológico de alguém.

Toda a nostalgia e excessivas explicações da personalidade e jeito de agir das pessoas a sua volta pode ter contribuído para a narrativa cansativa. Não sei explicar o que tinha de errado, apenas que me incomodou desde o inicio.

Quando vi que ainda não tinha lido mais de 50 paginas e parecia que já tinha passado por inúmeras e inúmeras horas de chateação, queria desistir, porém resistir ao impulso, porque “quem sabe não melhora”. Vã esperança.

Então algumas coisas chatas aconteceram, e eu bem pensando que não poderia ficar pior sou surpreendida com a coisa mais besta e clichê que um livro pode ter: atração súbita e sem sentindo pelo melhor amigo.

¬¬’

“- Aaah, sim, desculpa – disse ele , tirando a blusa molhada.

Ele estava usando uma camiseta branca fina por baixo. O café tinha deixado a camiseta meio úmida e agarrada ao seu peito de um jeito que me fez ficar olhando, e com as palavras presas na garganta. O que era ridículo, claro. Ben e eu tínhamos o tipo de amizade no qual era comum conversar sobre coisas assim.”

“- Oie! Nossa, por favor, digam que estou atrapalhando! – era Rayna: e assim que ouvimos sua voz Bem e eu nos afastamos timidamente. O que também foi ridículo . Um abraço não era nada de mais para a gente.”

Vou confessar para vocês que até escrever essa “resenha” me deixou entediada, o livro não é bom nem para falar mal, ou implicar de um jeito divertido.

Continuado a tortura, mesmo com um acontecimento totalmente estranho e meio assustador o livro ainda não conseguiu me prender.Me obriguei a ler enquanto suspirava de tedio, e muito sono.

Nossa, quase dormir. Onde eu estava mesmo?

É impressão minha ou as protagonista depois de Crepúsculo criaram a síndrome do carro velho? Já perdi a conta de quantas delas dizem que seu carro tem uma personalidade que combina com a sua, blá blá blá. É uma maneira bem boba de mostrar humildade e nenhum valor aos bens materiais principalmente quando a protagonista é rica.

¬¬’

Achar um carro novo e de marca, bonito e legal, não torna ninguém menos humilde, apenas com bom gosto. Se fosse um hobby ou paixão por carros antigos até que ficaria legal, mas gostar de carro velho só para parecer humilde é foda.

Pequena surpresa na historia… nosso pais está no itinerário ! E mesmo assim esse livro não está interessante.

¬¬’

Finalmente descobrir o que me incomodava na narrativa. É como “ler” um filme bem ruim para adolescentes.

Outra coisa que me incomodou em “Elixir” foi a maneira que Hilary conseguiu deixa a  protagonista menos realista: a atitude não natural de encarar algo sobrenatural foi podre.

Fazer uma pessoa cética é uma coisa, isso vai fazer a experiência dela no mundo sobrenatural mais interessante de ler, mas a guria(esqueci o nome,rsrsrsrsr,tô com preguiça de abrir o e-book para olhar,rsrsrsrs) beira ao ridículo.

Descobrir algo assustador e depois simplesmente ir dormir como se nada tivesse acontecido – principalmente se isso acontecer no seu quarto – é totalmente sem noção, mesmo se a pessoa for muito cética.

Se acontecer algo bem estranho e foda com você, não é nada normal passar alguns minutinhos de reflexões tentando se convencer de que não foi nada – principalmente se você tem fotos para ver e rever sempre que se sentir meio doida por ter acreditado – e depois deixar por isso mesmo, sem nem questionar ou no meu caso “surtar geral”! Nem para a melhor amiga a guria questiona os acontecimentos, continua a vida como se nada tivesse acontecendo. Depois tem até uma desculpa para essa atitude estranha, mas ela consegue se mais fraca que o livro.

Pagina 74 e eu só consigo pensar: Alguém me mata, por favor! Essa droga não vai acabar não?

A negação da protagonista é a coisa mais chata do mundo. Dá vontade de gritar:

“Tem fotos, tem sonhos, tem provas! O que mais falta, minha filha?”

Coisa mais irritante! Vou vomitar se ler mais um: “tem uma explicação logica sobre isso”

Conselho: passou da pagina 100 de um livro com menos de 280 paginas, e ele ainda não conseguiu te prender? Desiste, não vale a pena!

Pagina 105…

Conclusão final.

“Elixir” é previsível, chato e esperado. Descrições sem emoção, nada que fizesse  minha imaginação querer funcionar.

Não incentiva nenhuma identificação com a personagem. Tudo muito mecânico.

O encontro dos protagonistas não despertou nenhuma emoção em mim. Forçado demais!

Até o suspense foi sem graça, as cenas de tensão são mornas e totalmente mecânicas(O livro é tão chato que é difícil achar novas palavras para descreve-lo).

Li a pior e mais chata cena de resgate que pode existir! Puta merda!

E pela primeira vez, um mocinho enigmático(nem um pouco) misterioso(nem tanto) e que se veste de preto, me deixou entediada. Sage foi algo chato, sem noção e emoção, além de ter sido mal trabalhado.

Já disse que os diálogos são chatos, mecânicos e previsíveis?

Acho que sim. Disse que tem um triangulo amoroso?

Não? Pois é, tem um triangulo amoroso que superou todos os níveis e chatice que pensei existir.

Se alguém mais quiser ler e me mandar a resenha vou agradecer eternamente.

Mais informações sobre a série aqui.

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