“Incarceron” de Catherine Fisher – Resenha

31 dez

Quem acompanha a pagina do blog no Face sabe que foi a Cruela que me chantageou para ler “Incarceron”. É compulsivas, de novo ela fez chantagem emocional comigo.

Estávamos conversando sobre os livros que ela tinha que ler, e resenhar, porque ela é ninja vocês sabem, rsrsrsrsrsr, até que falei que tinha o e-book de “Incarceron” , mas não queria ler, então ela soltou um “humn”, e eu já pensei “Fudeu” porque toda vez que ela faz isso lá vem merda.

E então eu fui ler o maldito livro.

Enfim, foi por livre e espontânea pressão que comecei a ler. E agora me arrependo de não ter lido antes. E antes que você comece a se gabar nos comentários Cruela, eu não vou agradecer!

Incarceron — uma prisão futurista, selada contra visitas, onde os filhos dos prisioneiros originais vivem em um mundo obscuro dilacerado por rivalidades e selvagerias.

Uma mistura terrível da alta tecnologia — um edifício que permeia a história com vingança, e uma típica câmara de tortura medieval — cadeias, salas grandes, masmorras. Um jovem prisioneiro, Finn, tem visões assustadoras de uma outra vida, e não pode acreditar que tenha nascido e vivido sempre ali.

No mundo exterior, Claudia, filha do diretor de Incarceron, está presa em sua própria prisão pessoal — um mundo futurista construído para parecer com o passado, e com um casamento iminente ao qual teme. Ela não sabe nada sobre Incarceron, exceto que ele existe.

Mas chega um momento que Finn, dentro de Incarceron, e Claudia, fora dele, simultaneamente encontram um dispositivo — uma chave de cristal, através da qual podem conversar entre si.

E o plano de fuga de Finn inicia-se…

No primeiro capitulo nós somos jogados em Incaceron como se fossemos um prisioneiro.

Finn acordou nas cela da prisão, sem passado, sem memorias e é exatamente assim que me senti, lendo seu ponto de vista pela primeira vez. Tudo é confuso,  foi como se tivesse acordado ao lado dele e tudo que acontecia fosse arremessado na minha cara sem explicação ou motivo e eu apenas seguia a maré para sobreviver.

Finn  tem certeza que não nasceu na prisão como todos afirmavam. Sem memorias, sem saber de onde veio,  ele se apoiava nas lembranças que tinha do lado de fora e tudo que ele queria era escapar.

Entretanto, como escapar de uma prisão viva, que sente, ver e reage a tudo que acontece dentro dela?

“Paredes tem ouvidos.
Portas tem olhos.
Árvores tem vozes.
Bestas contam mentiras.
Cuidado com a chuva.
Cuidado com a neve.
Cuidado com o homem.
Que você acha que conhece.” — Músicas de Sapphique

E então, abruptamente eu fui levada para o mundo de Claudia.

Um mundo fora de Incarceron, onde a tecnologia, a modernidade, tudo que facilita nossa vida foi banido, para que a sociedade pudesse sobreviver.

O mundo antigo estava de volta: vestidos, perucas, espartilhos,  carruagens e principalmente as intrigas.

Claudia estava fadada a um casamento arranjado, com o filho da Rainha, Caspar, ela foi criada e preparada para isso por toda sua vida.

Claudia foi diferente de muitas mocinhas que “li” por aí, ela não é sequela. Sim pessoal, ela não é sequela! Ela é inteligente, esperta e sabe o que quer. E tem como diferencial  que seu  maior rival é seu pai, o Diretor de Incarceron, que ansiava pelo futuro que tinha planejado para a filha; Que ela se torne rainha. E nada ficaria no seu caminho até que isso fosse realizado.

A relação perturbadora que eles sustentam, me lembrou muito um jogo de xadrez. E fez a revelação final sobre ela um pouco chocante. Eles jogam um com o outro, constantemente, apoiados pela falsa civilidade e cortesia que os tempos antigos trouxeram de volta.

E é nesses dois mundos que vivemos!

Sim vivemos, por que o mundo que Catherine Fisher criou, te suga, e a cada linha, cada pagina você sente como se estivesse ao lado dos personagens.

E a diferença e similaridades entre os dois mundos é incrível. É impossível não ficar tentando descobrir todos os segredos, se apegar aos mínimos detalhes para não ficar de fora da trama.

Os enganos e a realidade sobre Incarceron faz de uma unica pergunta quase uma compulsão.

O que é Incarceron?

Porque ninguém pode entrar e nem sair? Porque sua localização é secreta?Como um suposto paraíso se tornou um inferno? Como aqueles que estavam fora de Incarceron permitiram séculos de engano (da sociedade) e sofrimento (dos presos) em prol das aparecias?

Isso é brutal e meio que faz o pai de Claudia o vilão, porque todos que vivem em Incarceron são descendentes dos presos originais, são “inocentes”, que depois de tanto tempo vivendo em um mundo de horror vê o lado de fora como uma lenda – sonhos e delírios de tolos. E para viver em um mundo de horror, você tem que ser horrível.

Porém, quase tudo é enganoso, e saber realmente quem é o vilão de verdade é dificil.

“… ou isso significa que o homem contém dentro de si mesmo as sementes do mal? Que mesmo que seja colocado em um paraíso perfeitamente formado para ele vai envenená-lo, lentamente, com seus próprios ciúmes e desejos? Temo que possamos culpar a Prisão por nossa própria corrupção.”

Em todos os capitulo havia citações e trechos que acredito serem dos próximos volumes e de fatos que se passaram a séculos atrás na historia, como tudo mudou e o porque.

Isso foi bem interessante porque mostrou como a base da historia é solida, como o livro foi bem escrito e acima de tudo, esclarecia fatos que estavam por vim, dando dicas importantes da trama.

Com o ponto de vista de dois personagens, a narrativa foi esclarecedora, alguns pontos são confusos, mas não acredito que seja uma deficiência da escrita e sim uma forma de nos fazer sentir e viver o que o personagem está passando no momento.

Finn e Claudia são satisfatórios com protagonistas,  nenhum deles me irritou e tiveram seu espaço em tudo, não são extraordinários e nem comuns. Porém para mim o protagonista real é o menos provável.

E se você espera romance, é melhor nem ler, não tem romance! Porém não fique chocados, isso não faz falta.

Quando as revelações, as intrigas, os desafios e os segredos começarem, vai perceber que o romance iria atrapalhar!

Com Finn no inferno de Incarceron onde cada dia poderia ser o ultimo.

“Não há espaço para fraqueza em Incarceron. Nenhuma misericórdia para um defeito fatal. Aqui é matar ou ser morto.”

Lá era preciso abrir mão de tudo para sobreviver, sem princípios, piedade ou medo e principalmente nada de amor. Ter alguém do  lado é importante e o juramento de sangue é uma forma de ter um laço afetivo e de sobreviver. E esse é o papel do amigo e irmão de juramento de Finn, Keiro.

Ele é um personagem real, meu tipo preferido. Ele não é bom, e não e ruim. Faz o que é preciso, e a maior parte do tempo você fica com a sensação de que ele fará algo inesperado e errado se sua sobrevivência depender disso.

Os outros personagens secundários tiveram seu papel e mostraram que as aparecias enganam terrivelmente. Foram importantes na saga de Finn e complementarão a sensação que eu sentia de urgência a cada capitulo, queria que eles fugissem e sobrevivessem. Fiquei triste com o destino deles, mas depois de ler a sinopse de “Sapphique” torço para que algo de bom aconteça!

O livro é distópico, então é claro que isso contribuiu para que eu me apaixonasse. Ele tem tudo que é esperado nesse gênero, e não me decepcionou em nada.

A narração intercalada dá uma ansiedade gostosa, rsrsrsrs, quando o ponto de vista de Claudia terminava eu queria continuar nele, mas assim que o ponto de vista de Finn chegava ao fim eu queria pular o capitulo de Claudia para saber o que aconteceria, rsrsrsr e assim foi até o final.

E por incrível que pareça a autora revelou o que é Incarceron! Eu quase pulei e dancei por isso! Incarceron é o personagem principal que falei para vocês, e como isso é possível se é uma prisão? Vai ter que ler para descobrir!

A momentos extremamente intensos, eu realmente vivi em ambos os mundos. E me emocionei quando Claudia e Finn falaram pela primeira vez, assim como me surpreendi com todos os outros segredos revelados.

Com o meu imenso amor por distópicos eu indico “Incarceron” para todos!

O foco principal de tudo é a fuga da prisão. Quase não falei sobre isso,rsrsrsrsr, mas como na sinopse isso é citado, preferir comentar sobre outras coisas, o bom de “Incarceron” é o mistério, a ansiedade boa de cada pagina virada e se falasse mais ia ser uma resenha extremamente spoilerenta!

kkkkkkk lembrei agora da Angelita,rsrsrsrsr eu adorei “Incarceron” e provavelmente ela não vai ler! Estamos em uma fase de gostos completamente diferentes. Se eu não gosto, ela se interessa em ler, e se eu adoro ela sai correndo, porque todos as minha indicações recentes não foram suas preferidas,rsrsrsrsrsrsrsrsrsr

Quer saber mais?

A sequencia de Incarceron já foi lançada aqui no Brasil. Você pode ler a sinopse aqui.

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11 Respostas to ““Incarceron” de Catherine Fisher – Resenha”

  1. Yasmin Dorneles dezembro 31, 2012 às 12:08 pm #

    Eu comprei Incarceron e Sapphique! kkkkkkkkkkkkkkkk… não aguentei! rss…. Mas aqui vai, eu faleiiiiiii que o livro era bommmm… Pode me agradecer! DE NADA! hahaha… bjs

    • Dayana Lopes dezembro 31, 2012 às 12:14 pm #

      kkkkkkkkkkk agradecer o cacete! Se fosse ruim você ia pedir desculpa? kkkkkkkk Cruela!

      • Yasmin Dorneles dezembro 31, 2012 às 12:15 pm #

        kkkkkkkkkkkkkkkkkk… Iria de jeito nenhum! hahaha!

      • Dayana Lopes dezembro 31, 2012 às 12:16 pm #

        Tá vendo!

  2. Angelita janeiro 1, 2013 às 7:11 am #

    Minha nossa, peguei esse livro pra ler essa semana kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk estou até com medo de ler kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Mas dei uma olhada e achei bem interessante, gostei da sua resenha e enquanto lia, nao consegui nao pensar em Encarcerados, vamos ver o que vou achar, espero que nao tenha plagio kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Estou lendo Millennium no momento, leitura viciante.

    • Dayana Lopes janeiro 1, 2013 às 10:47 am #

      kkkkkkkkkk Ang agora vai ter que ler! kkkkkkkkkkkk
      Eu também pensei em “Encarcerados” bem no começo de “Incarceron”, mas depois essa sensação passou. Como não li o livro todo não tive como comparar, porém parece extremamente diferente com o negocio dos tempos antigos e o fato de ninguém sair e nem entrar na prisão.

  3. Angelita janeiro 1, 2013 às 11:13 am #

    Vou ler sim, pareceu bem legal, sendo bem escrito e desenvolvido, acredito que a ideia é boa!!!! já baixei pra ler, vou fazer resenha com certeza hahahahha depois te mando, mas no momento estou viciada em Millennium, devias ler, muito bom!!!!

  4. Aline Rodrigues janeiro 3, 2013 às 1:51 pm #

    Fiquei muito, muito interessada mesmo.
    Vai para a minha lista de leitura de 2013!!!

    Mas será que vou aguentar sem o romance??

    • Dayana Lopes janeiro 3, 2013 às 8:50 pm #

      kkkkk Aline, para mim o romance não fez falta, devido meu envolvimento com a historia. Se você for assim também – que se envolve demais- acredito que também não vai sentir falta.

  5. Ana Mayara da Silva janeiro 7, 2013 às 1:44 pm #

    Fiquei com vontade! Vai pra lista dos distópicos, mas tem uns três ou quatro na frente, rsrs

    • Dayana Lopes janeiro 7, 2013 às 3:23 pm #

      Nosso mal é que a lista nunca diminui,rsrsrsrsrsr, o problema de ser leitora compulsiva.

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