Febre Negra (Fever #01) – Karen Marie Moning

28 jan

DarkFever_Capa

Editora: Novo Século

Sinopse: MacKayla

Lane pode dizer que tem uma vida muito boa. Ela tem amigos maravilhosos, um trabalho honesto e um carro que só de vez em quando dá algum problema. Em resumo, ela é uma garota como qualquer outra da sua idade. Ao menos é o que ela pensa, até acontecer algo extraordinário: antes de ser morta na Irlanda, sua irmã deixa uma única pista do que pode ter acontecido – uma mensagem cifrada na caixa postal do celular de Mac. A jornada em busca do assassino leva MacKayla a um território jamais imaginado; um mundo de sombras onde nada é o que parece, pois tanto o bem quanto o mal usam a mesma bela e traiçoeira máscara. Em meio a descobertas, Mac se depara com um desafio pessoal: preservar a própria vida enquanto lida com poderes que jamais imagino ter. Dotada de faculdades especiais, ela pode ver além do que meros humanos veem. MacKayla pode enxergar o ameaçador domínio dos Fae…

Essa vai ser uma resenha dupla, escrita por mim e pela Angelita, por esse motivo ela vai ficar um pouco mais longa do que o normal! Mas tenham fé e leiam até o final! Para diferenciar o que cada uma escreveu usarei cores diferentes da fonte, Fonte cinza Angelita, Fonte Roxa Yasmin!

Este é o primeiro livro da série Dark Fever de Karen Marie Moning. Como toda primeira obra, é um livro basicamente de introdução, o qual nos faz compreender um mundo que os seres humanos dividem, sem seu conhecimento, com outras espécies. Essa dinâmica nos trás excelentes mistérios, diversão e sentimentos de confusão conforme a protagonista vai sendo inserida nesse contexto. Moning é uma escritora excelente, pois apresenta uma escrita divertida e inteligente, faz o leitor sentir as emoções que a protagonista sente, por isso o sentimento de confusão supracitado.

Mac é uma protagonista que podemos classificá-la ingênua, porém não burra. Pode-se dizer ingênua em relação à experiência de vida, já que esta vem de uma cidade pequena e sempre morou com os pais e a irmã. Entretanto, Mac é uma das poucas protagonistas que considero autônoma e emancipada, mesmo diante de um mundo totalmente novo, precisando lidar com fatores que precisa encarar sozinha, sem poder contar aos pais e amigos as circunstâncias nas quais se encontra, Mac por meio de pesquisa e vencendo seus medos, busca alcançar seu objetivo.

O livro inicialmente aborda o luto vivenciado por uma família que tem a morte da filha mais velha de forma brutal, demonstrando por meio da protagonista como é a elaboração desse sentimento. Após se deparar com a perda trágica de Alina, sua irmã, Mac na tentativa de buscar justiça, viaja para Dublin e se encontra em um mundo totalmente novo, o qual precisa contar com pessoas e espécies que não permitem ela se sentir segura. Indivíduos que demonstram interesse por ela de forma positiva ou negativa, mas que em momento algum a fazem sentir-se pertencente.

Vamos deixar claro o seguinte, a Mac é muito chata no começo do livro, bem ela é chata em toda a série, mas inicialmente ele é pior, não consegue aceitar o que é, se mete em confusão, não pensa antes de agir… Enfim, ela tem várias características que me irritam MUITO em protagonistas! Aí vocês vão falar: “Poxa Yasmin, ela está de luto, sofrendo pela irmã assassinada… blá blá blá…” Não me interessa, ela é irritante estando ou não de luto, como podemos perceber ao ler os outros livros!

Na tentativa de alcançar seu objetivo, que é saber quem matou sua irmã, a protagonista se vê parte de uma trama, que sozinha ela não conseguiria sobreviver. Diante de tantas variáveis, precisa contar com a ajuda de um homem moreno, alto e lindo, porém muito misterioso e que demonstra e deixa claro, ter interesse na vida dela, para alcançar um objetivo pessoal, dele.

Barrons, um bad boy aparentemente, mas que me conquistou totalmente, o tipo de homem que fala pouco, demonstra de forma muito rara suas emoções, mas que está sempre presente nos momentos em que a nossa protagonista mais precisa, como não se apaixonar? A interação deles é bem interessante e divertida, Barrons em momento algum demonstra sentimentos verbalizados relacionados a Mac de forma romântica, mas a atração que um sente pelo outro é bem presente, além do nosso homem deixar evidente a importância dela na vida dele por meio de atitudes, o que ela interpreta como interesse pessoal por parte dele. Pra ajudar, Barrons tem uma livraria a qual Mac se apaixona à primeira vista, o que faz com que nós leitores venhamos a amar esses protagonistas de forma espontânea, já que temos essa característica em comum.

Barrons é um troglodita… mas não tem como não se apaixonar! Ele não é do tipo que finge ser um “bad boy” ele realmente é MAU! Imediatamente, ao conhecer a Mac, ele se sente atraído, e bem, a fingida, descarada da Mac luta contra isso por um bom tempo! E não, não será nesse livro que vocês terão alguma cena  quente entre os dois… Não algo literal, pois apesar de o livro ser Young Adult ele é tão insinuante que sinceramente, não precisa de nenhuma cena de sexo! É o Barrons que ensina a Mac tudo sobre os Fae, Seelie e Unseelie, ele que ensina o que ela é, uma sidhe, não que a Mac tenha sido fácil e aceitado isso muito bem! (Irritante!)

“A propósito, eu amo livros, muito mais do que filmes. Filmes lhe dizem o que você deve pensar. Um bom livro deixa você esolher alguns de seus pensamentos. Filmes lhe mostram a casa rosa. Um bom livro lhe conta que há uma casa rosa e permite que você dê alguns toques finais, ou até mesmo escolha o estilo do telhado, estacione seu próprio carro em frente. Minha imaginação sempre foi muito além do que um filme pudesse sugerir. Um exemplo típico são aqueles malditos filmes do Harry Potter. Aquela gatinha Veela, Fleur Delacour, era assim, e não como o filme mostrava”.

Mesmo com o interesse literário e o mesmo caminho a trilhar para alcançar o mesmo “prêmio”, Barrons e Mac se veem trabalhando juntos, mas com uma confiança muito fragilizada por contingências do dia a dia e segredos que um mantém do outro, por receio de revelar demais e ser deixado de lado. Em todo esse contexto, ainda temos um terceiro importante personagem, V’lane, esse sim, já chega chegando na vida de Mac, demonstrando interesse por ela e pelo que esta representa.

Esse prêmio é um livro, uma relíquia das Sombras, que é MUITO perigosa, existem muitas pessoas que querem colocar as mãos nele, e a Mac tem interesse nisso pois a irmã havia deixado uma pista para ela e mensionou o Sinsar Dubh. Barrons forma essa “parceria” com a Mac porque ela consegue sentir os Objetos de Poder, relíquias Fae. Eu no lugar dela também ficaria com um pé atrás com esse alfa perigoso, por mais que ele salve ela de enrascadas, Barrons tem muito interesse nessa busca, e não esclarece muitas coisas a Mac, ele é muito cheio de segredos! 

V’lane, particularmente não me conquistou. Há uma parte do livro que fico muito chateada com a situação em que ele faz a Mac passar. Sei que por ele ser um Fae que é movido pelo sexo, muitas pessoas acabam se empolgando, mas infelizmente comigo ele deixou uma impressão muito ruim, devido a esse comportamento dele.

A maioria das meninas que leram, ficaram loucas no V’lane, e eu confesso, ele ser um idiota é parte do charme, e se eu já não conhecesse toda a história da série poderia ter até me empolgado come ele, mas não sei, pelo menos nesse primeiro volume, apesar de ele ser lindo, sexy e “morte-por-sexo”, sou mais o Barrons!

Mesmo com esses dois homens de uma forma ou de outra, para seus próprios benefícios, ajudando, Mac ainda não sente firmeza e segurança em qual deles depositar suas descobertas e seus segredos. Barrons, mesmo se relacionando com ela quase que diariamente, não permite que ela crie imagens de uma pessoa que ele não é, no entanto, nos momentos em que ela mais se encontra temerosa, pelas situações em que vai se colocando, é ele quem dá as palavras de que precisa, para seguir em frente.

… esperança ou medo. A esperança fortalece, o medo mata”.

No meio de toda essa trama, adorei que a autora mostra bem as crenças e valores da protagonista. A forma funcional que era a família de Mac, e como a morte de um ente querido pode desestruturar qualquer dinâmica no sistema familiar.

A Mac viveu uma vida totalmente protegida, alheia a tudo a sua volta. Era protegida pelos pais e também pela irmã. Quando Alina é assassinada a casa começa a cair, e ela mesmo nesse livro, não consegue perder toda essa fragilidade dela.

Outro ponto importante, é sobre a identidade de uma pessoa. Conforme supracitado, Mac inicia sua jornada em Dublin com o intuito de encontrar o assassino de sua irmã e querer que a justiça seja feita, entretanto, essa demanda é só o pontapé inicial, pois questões sobre quem ela realmente é, e o papel importante que ela tem que desempenhar para a salvação da humanidade é crucial no desenvolvimento desta série.

Adorei o desenvolvimento desta primeira obra, mesmo sendo mais lenta pela necessidade de explicar o processo de inserção da protagonista nesse mundo místico e os conflitos que esta precisa lidar com uma realidade de mundos que jamais imaginou ser possível em sua existência. Vamos para Febre de Sangue, que é o segundo volume da série com muito entusiasmo, afim de entrar e entender melhor o mundo em que a Mac está entrando.

Eu demorei um pouco a pega “embalo” nesse primeiro volume, eu sou naturalmente implicante com protagonistas, ainda mais deprimidas por tragédia familiar! Esse espírito vingador da Mac não me convence, aliás ele me irrita! hahaha… Enfim… Eu estou aqui falando mal dela mas eu adorei o livro! Não se enganem, eu falo mal, mas eu gosto! Barrons vale a pena – apesar de ser um animal! Uiuiui…

Angelita Silva e Yasmin Dorneles.

E aí meninash, já leram? Gostaram? Comentem!

Beijos e até a próxima Obsessão!

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11 Respostas to “Febre Negra (Fever #01) – Karen Marie Moning”

  1. audrey janeiro 28, 2013 às 2:43 pm #

    Nossaaaaaaaaaaaaaaa que resenha completa e adoro como a Yas coloca tudo pra fora eu ja li e amei . Espero outras resenhas maravilhosas como essa. Obrigada meninas
    Barrons é o ogro troglodita mais apaixonante q li …. bjos

    • Yasmin Dorneles janeiro 28, 2013 às 8:37 pm #

      kkkkkkkkkkkkkk… Super macho alfa, esse é o barrons, ele realmente te pega, te joga na aprede e te chama de lagartixa! Bem, o MEU Ryodan tb é assim né?! Hummm… rsrs… bjs!

  2. Nadia kramer janeiro 28, 2013 às 5:30 pm #

    Barros com certeza e o melhor, só por ele a serie já vale a pena. Mas eu gosto muito da Mac, ela no inicio e um pouco mimada uma verdadeira barbie, mas ela se transforma durante a toda a serie, achei isso bem legal ela começa de um jeito mas nao termina igual. Adorei a resenha, Bj.

    • Yasmin Dorneles janeiro 28, 2013 às 8:35 pm #

      Como eu disse, eu sei que a Mac evolui ao longo da série, mas ela continua com umas chatices irritantes do tipo: “Não sai da moita” em relação ao Barrons… etc! rsrs… Ela de fato não é das piores! rsrs… bjs!

  3. Angelita janeiro 28, 2013 às 6:23 pm #

    Barrons EU ADOOOOOORO!

    vamos ver Audrey, se der certo podemos continuar sim.

    Beijos

  4. Joely janeiro 28, 2013 às 7:16 pm #

    Meu Deus! Eu vou começar hoje a ler a Deusa da Primavera, por causa de vocês, e agora vocês jogam o Barrons no meu colo? Bem….por mim vocês podem jogar ele em cima de qualquer parte minha, ok? Ele foi eleito o personagem mais sexy do século….

    Bela resenha meninas! Parabéns!

    beijos.

    • Yasmin Dorneles janeiro 28, 2013 às 8:33 pm #

      Obrigada Jo! Ele é um personagem e tanto, como disse, não é nenhum pouco bonzinho e é completamente irracional com relação a Mac! Pode investir que a série é boa! bjs!

  5. erikablack janeiro 28, 2013 às 9:45 pm #

    Show de bola meninas , mas uma resenha perfeita rsrs

  6. Carolina Silva janeiro 28, 2013 às 10:58 pm #

    Cara, ameeei a resenha de vocês! Show de bola!
    É bom ver pontos de vista diferentes numa mesma resenhaa…
    Agora, uma coisa é certa, que venha mais Barrons.. kkkkkkkkkkkkkkkk

    Ficou muito legal! Beeeijo meninas! ^^

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