P.S Eu Te Amo – Cecelia Ahern

8 fev

psEditora: Novo Conceito

Sinopse: Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.

Iniciei a leitura com o intuito de curar uma tremenda recassa literária, e não é o que objetivo foi mais que alcançado (risos). Cecelia Ahern apresenta uma história de escrita leve, porém descrita de forma inteligente, divertida, que nos desperta diversas emoções, vivenciados pela protagonista, tais como: a perda de um ente querido, relacionamentos familiares e amizades.

Holly, mulher de 30 anos que está vivenciando o luto de seu companheiro que veio a óbito. Garry, em seu leito de morte, percebendo que seria difícil para sua esposa seguir em frente, deixou cartas, no total dez, uma para cada mês, na intenção de ajudá-la a passar por esse processo.

“Lembre-se de nossas lindas lembranças, mas, por favor, não tenha medo de criar outras”.

É impossível não se emocionar com essa história. Em sua essência, a autora aborda o quanto grande parte as pessoas, vivem uma vida a procura de sua alma gêmea, demonstrando que amar é diferente de encontrar a pessoa que não só te ama, mas te completa e aceita, com o bônus dos “defeitos” incluídos. A relação é discorrida não como algo perfeito, como muitos imaginam, mas ambos, o casal, são participantes e ativos no relacionamento, fazendo seu melhor na tentativa de fazer a convivência funcionar e satisfazer o outro.

A história é muito bem organizada, a autora conta de forma intercalada, acontecimentos passados e presentes, que deu certo, pois auxilia o leitor ao atrelar situações atuais na vida da protagonista com o que ela já vivenciou em outra época, e o mais importante, do porque ela em muitos momentos se sente em conflito.

Ahern, resgata o valor e a importância da família. Vivemos em uma sociedade que atualmente considera a unidade familiar uma instituição falida. A dinâmica apresentada por Cecelia, à família de Holly é constituída por sete pessoas, os quais apresentam personalidades diversificadas, o que promove atritos e tudo o que se espera de desentendimentos entre irmãos. Entretanto, a autora nos presenteia ao nos mostrar uma família que era disfuncional, mas que tentam por meio da comunicação, construir uma relação mais sólida, fazendo os participantes apreenderem a confiar uns nos outros e se aceitarem com suas diferenças, ao passo que estes começam a identificar no lar, um ambiente seguro.

A amizade, eu particularmente vejo como a família que escolhemos. É difícil encontrar amigos que estejam com você em todos os momentos, por isso, estes são considerados poucos, na vida dos indivíduos, no entanto, todo mundo tem pelo menos um amigo. E a literatura nos apresentada, pontua exatamente essa interação, o valor da amizade, que esta, assim como o relacionamento amoroso e o familiar não é perfeita, mas uma troca, a qual as pessoas participantes estão dispostas a receber e a dar sua contribuição na relação, incluindo aí os tropeços que existem no caminho dessa eterna construção.

A autora, com toda essa demanda, ainda apresentas novas possibilidades para a protagonista. O final fica em aberto, mas cheio de novas escolhas para essa jovem mulher que está iniciando uma nova etapa de sua vida. E isso é o mais legal, afinal não é assim que a vida é? Uma gestalt em aberto.

Em meio a toda essa dinâmica, a passagem pelo luto. Quem nunca perdeu um amor? Não precisa ser a morte para nos fazer vivenciar o sentimento de perda. O que fica das reflexões deste magnífico livro é aproveitar cada momento que se tem com aqueles que nos são importantes, e diante de uma mudança ou perda, não ter medo de seguir em frente, respeitando sempre seus sentimentos e o tempo necessário para elaborar esse processo. E acima de tudo se permitir ser feliz na reconstrução de uma nova etapa.

“Não tenha medo de se apaixonar de novo. Abra seu coração e siga por onde ele levar… E lembre-se de mirar na lua…”

Angelita Silva.

Resenha escrita pela leitora Angelita Silva!

Beijos e até a próxima Obsessão!

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