The Ghost And The Goth (Livro #01) – Stacey Kade

22 fev

Ghost-and-the-Goth_jacketSinopse: Depois de um encontro com a extremidade dianteira de um ônibus escolar, Alona Dare, vai de Rainha do Baile a Rainha dos Mortos. Agora ela está presa aqui em forma de espírito, sem nenhum sinal da grande e brilhante luz vindo para levá-la embora. Para piorar a situação, a única pessoa que pode ser capaz de ajudá-la é Will Killian, um tipo de perdedor/ pária total que odeia a elite social. Só ele pode ver e ouvi-la, mas ele não quer ter nada a ver com a antiga e malvada garota de Groundsboro Hight.

Eles podem superar sua desconfiança mútua – e esta atração estranho entre eles – para trabalhar juntos antes que Alona desapareça para o bem e Will é preso por ver coisas que não existem?

Li esse livro já tem um tempo, vamos ver se não deixo passar nada importante. Stacey Kade, nunca havia lido nada desta autora, e com certeza valeu muito a pena, com uma escrita leve, divertida e que consegue dar um fechamento a todos os pontos em que ela aborda e desenvolve de forma muito positiva.

A escritora apresenta a história de Alona Dare, uma menina que é cocapitã das líderes de torcida, assim como líder na escola a qual frequenta, loira e magnífica aos olhos dos meninos e desperta inveja nas meninas, porém com um comportamento muito típico, ou seja, altivo e arrogante. Em contrapartida, a autora descreve Will Killian, um rapaz que é considerado o estranho entre os alunos da mesma escola, eles o chamam de o gótico, também… não é pra menos, o guri se veste de preto, usa capuz e anda com fones de ouvido, o que confirma sempre seu status diante dos outros. Mas esse comportamento de Will tem contexto, ele o faz para passar despercebido pelos fantasmas, já que estes querem resolver o que deixaram em aberto enquanto em vida, para encontrar a luz, e para alcançarem seus objetivos eles utilizam de qualquer artimanha, mesmo que machuque literalmente nosso jovem ou faça as pessoas acharem que ele é louco.

No entanto, há um evento que coloca Alona no caminho de Will, isso mesmo. Alona sofre um acidente e acaba morrendo de forma brutal, e seu espírito fica preso aqui na terra, ela comparece ao seu enterro, e no dia seguinte vai a escola para se certificar que seus amigos estejam sofrendo e de luto por ela. Mas o que Alona encontra, é sua melhor amiga com seu namorado, juntamente com amigos, todos falando o que realmente achavam de Alona, e o que ela escuta? Não é muito legal, a deixa triste e muito arrasada.

Neste mesmo momento, Will está observando Alona, sim eu disse observando, já que Will tem o “dom” de ver, falar, ouvir e tocar nos “fantasmas”. E para Will nesse momento ver a linda Alona, a menina que sempre humilhou as pessoas, que escolheu a dedo seus amigos, não permitindo que outros fizessem parte do grupo sem sua permissão, chorando, causou sentimento de satisfação nele. O que não passou despercebido por essa garota que sempre esteve ligada a tudo. Percebendo que Will a via chorando e estava se divertindo com a situação, Alona começa a persegui-lo e a partir daí, começa a interação entre eles.

A dinâmica que ocorre entre Will e Alona é muito divertida, ao mesmo tempo cativante. Alona foi uma menina que teve uma família disfuncional, que aprendeu a viver das aparências para esconder dos amigos e das pessoas o que realmente se passava no seu convívio familiar e no seu coração. Morando e cuidando de uma mãe com dependência em destilados, um pai que traiu a mãe e abandonou o lar para ficar com a secretária e joga suas responsabilidades sobre a filha, contribuíram para que Alona se tornasse um verdadeiro camaleão, aprendendo a se comportar de acordo com o que a situação se apresentasse. Enquanto Will ainda se recupera do luto pelo pai que cometeu suicídio há cinco anos e não o orientou quanto ao dom que ambos compartilhavam, no entanto este tem um relacionamento funcional com sua mãe.

“O mundo é cruel, Killian, e você deve saber disso melhor que ninguém. As pessoas não conseguem emprego se aparecem descuidadas. Ter deficiências físicas não significa que você deve confiar na piedade para arrumar encontros. Só porque sua vida não funciona automaticamente do jeito que você quer não significa que você pode desistir e esperar que o resto do mundo te ajude. Você tem que jogar no interior do sistema para ganhar”

Já Will com um caráter honesto e sincero, foi descascando essa capa pouco a pouco que Alona construiu sobre ela, fazendo com que um sentimento de parceria fosse construído de forma gradual entre eles. Já que Alona tornou-se guia espiritual de Will, permitindo que ele pudesse viver de forma menos reclusa, já que para os espíritos chegarem a ele, precisavam passar por ela. Todavia, não é uma dupla muito fácil, já que ambos apresentam personalidades fortes e convictas naquilo que acreditam, há discordâncias entre eles, mas a autora descreve de forma magnífica, demonstrando que as diferenças sempre vão existir entre as pessoas, mas o importante é como estas vão lidar com elas.

— Você sabe o que mais? Apenas esqueça. Mesmo se eu lhe disser você não vai acreditar em mim e só vai ficar com raiva, então não vale a pena. Eu nem sequer sei o porquê de ainda estar aqui. Você não escuta nada que eu digo.

— Você não está dizendo nada!

— Você não faz o que eu digo, rejeita todas as minhas ideias. Quero dizer, qual é o ponto de ter uma guia espiritual se você apenas a ignora?

— Confie em mim — disse eu. — Você é impossível de ignorar. Eu tentei. Por tudo o que me importa você não pode sair daqui rápido o suficiente. 

É um livro teen? Sim. Porém descrito de forma que faz o leitor se apaixonar pelos personagens, ainda mais que a autora consegue mesclar a narrativa com a percepção de ambos protagonistas. Honestamente, não sei de quem gosto mais, pois ambos são muito diferentes, mas fazem dar certo.

Você pode achar que devido ao tema, só pode ser plágio de A Mediadora de Meg Cabot, posso afirmar, não é. Li essa série também e confirmo que cada uma é descrita de forma singular. Se você está precisando de um livro gostoso e cativante, essa é uma excelente pedida, com direito a nota máxima e detalhe, nada de triângulo amoroso, isso mesmo, para quem não curte esses romances loucos e resolvidos de forma muito precária, pode ler com segurança. Outro ponto a ser ressaltando, há romance? sim, aqui nesse primeiro livro, apenas a ponta o iceberg e descrito de forma que é algo construído no dia a dia deles e não de forma mágica e ciúme doentio e sem muito drama, o pouco que tem, não permitiu ter pensamentos negativos em relação aos protagonistas ou pelo livro, pelo contrário, foi divertido.

Angelita silva

Beijos e até a Próxima Obsessão!

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3 Respostas to “The Ghost And The Goth (Livro #01) – Stacey Kade”

  1. M@ri@ C@rolin@ Recife PE fevereiro 22, 2013 às 1:44 pm #

    Gostei muito da sinopse e gostaria de lê-lo.

  2. Angelita fevereiro 22, 2013 às 8:46 pm #

    Tem no MV Maria! 🙂

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