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“Estilhaça-me” de Tahereh Mafi – Resenha Estilhaça-me #1

23 ago

 

Juliette nunca se sentiu como uma pessoa normal. Nunca foi como as outras meninas de sua idade. O motivo: ela não podia tocar ninguém.

Seu toque era capaz de ferir e até matar. Durante anos, Juliette feriu e, segundo seus pais, arruinou o que estava à sua volta com um simples toque, o que a levou a ser presa numa cela.

Todo dia era escuro e igual para Juliette até a chegada de um companheiro de cela, Adam. Dentro do cubículo escuro, Juliette não tinha notícias do mundo lá fora. Adam ia atualizando-a de tudo.

Juliette não entendeu bem o que estava acontecendo quando foi retirada daquela cela e supostamente libertada, ao lado de Adam, e se vê em uma encruzilhada, com a possibilidade de retomar sua vida, mas por caminhos tortuosos e totalmente desconhecidos.

Uma coisa que aprendi com o tempo é não pesquisar muito sobre um livro.Eu sempre lia inúmeras resenhas, resumos e tudo que pudesse aprender antes de me sentar para ler algo.E por causa disso já perdi a conta de quantas vezes me decepcionei, porque a expectativa era muito grande.

Li “Estilhaça-me” completamente às escuras, além da sinopse – que quase não lembrava – não sabia nada da historia. E desta vez tive uma surpresa bem agradável.

O livro me prendeu desde a primeira pagina.

Mesmo com a narrativa um pouco confusa no começo – assim como a mente de Juliette – imediatamente eu fui sugada pela personagem, seus sentimentos e suas angustias, e por suas descrições muitas vezes fantasiosas e outras tão reais e cruéis que criou uma atmosfera intensa e fácil de mergulhar.

“- Ele não vai me machucar? – Tenho vergonha do alívio em minha voz, da tensão inesperada que liberei, do medo que não sabia que estava abrigando. – Ele vai me dar um jantar? – Estou morrendo de fome meu estômago é um buraco atormentado de fome estou tão faminta tão faminta tão faminta. Não consigo nem imaginar que gosto deve ter a comida de verdade.”

“Tudo o que tinha que fazer era abrir um livro para ver as histórias sangrando de página em página. Para ver as memórias gravadas sobre o papel.

Passei minha vida dobrada entre as páginas dos livros.

Na ausência de relacionamentos humanos , criei laços com as personagns de papel. Vivi amor e perda por meios das histórias enredadas na história; experimentei a adolescência por associação. Meu mundo é uma teia entrelaçada de palavras, amarrando menbro a menbro, osso a tendão, pensamentos e imagens, todos juntos. Sou um ser composto de letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção.

Eles querem apagar todas as pontuações de minha vida nesta terra e eu não acho que posso deixar isso acontecer.”

O livro inicia com Juliett presa em uma cela – aprisionada há 264 dias, 264 dias sem falar com alguém, 264 dias sem saber onde está… Até o dia em que ela ganha um companheiro de cela. Continue lendo

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